Ana Rita Simonka
Uma Ponte entre Tradição Brasileira e Consciência
Minha vida é um caminho de seguir a intuição com o coração.
Venho de um tempo em que a busca era silenciosa — antes da internet, quando quase ninguém falava de meditação, mantras ou cura pelo som. Filha do dançarino brasileiro Velho Pietro, cresci entre a música e o movimento. O palco foi minha primeira escola. O improviso, meu primeiro mestre. Foi dando aulas nos bailes e clubes de São Paulo que percebi: a música organiza o invisível, e a dança revela o que o corpo guarda – sentimento, memória, alma. A arte me levou ao yoga, ao sufismo e às tradições que integram corpo, mente e espírito. Hoje, tudo o que ensino nasce desse percurso:
Uma prática viva, onde som, respiração e movimento se tornam caminho de consciência e cura.
Uma Trajetória em Movimento
A Fusão entre MPB, Mantras e Sufismo
Da Música Brasileira à Meditação
Cresci entre grandes nomes da música brasileira — Papete, Maestro Benedito Costa, Trio Mocotó. Tive como inspiração profunda a música de Minas Gerais, terra de minha mãe. Em um tempo em que a música ainda era vivida como encontro, corpo e presença, no final dos anos 90 algo começou a se formar dentro de mim. Não como projeto, mas como escuta. Foi quando a minha poesia encontrou os ragas indianos, os mantras, os ritmos sufis — e dessa travessia nasceu uma sonoridade que ainda não tinha nome: chamei de Música Meditativa Brasileira. O álbum Bossa Nova Delhi foi o primeiro a dar forma a essa fusão — melodias e vibrações milenares encontrando uma poesia profundamente brasileira. Antes de se falar em “música de cura”, eu já ouvia esse caminho acontecendo. Vieram os encontros, as coletâneas, os ecos pelo mundo — Putumayo, Buddha Lounge, Caras Zen. O sitar encontrava o pandeiro, a viola mineira a tabla e o santur, as tampuras ecoavam com as congas. As montanhas de Minas se abrindo para o mundo.
Estar no mundo sem ser do mundo.
Os Mestres
